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Relatório de Visita Hospital João Pacheco Cavalcante – Corrente/PI Data: 03/03/2026 Visita realizada pelo Conselho Municipal de Saúde e pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), acompanhados pela Promotora de Justiça Dra. Gilvânia Conselheiros presentes: José Gutemberg de Sena, Thalia Antôn
A visita às dependências do Hospital João Pacheco Cavalcante foi conduzida pelos membros do Conselho Municipal de Saúde de Corrente-PI e representantes do Ministério Público do Estado do Piauí – MPPI, sob a coordenação da Promotora de Justiça Dra. Gilvânia. A equipe foi recebida pela Diretora do Hos
Data de Publicação: 25/03/2026
Fiscalização aponta problemas estruturais no Hospital João Pacheco Cavalcante, em Corrente (PI)
Uma vistoria realizada no dia 3 de março de 2026 pelo Conselho Municipal de Saúde, com acompanhamento do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) e da promotora de Justiça Dra. Gilvânia, identificou uma série de irregularidades no Hospital João Pacheco Cavalcante, em Corrente.
Durante a visita, a direção da unidade informou que parte da estrutura está em reforma, mas diversos problemas foram constatados. Entre eles, infiltrações e mofo no acesso ao centro cirúrgico, além de vestiários inoperantes há cerca de três meses. Também foram relatadas falhas no setor obstétrico, que sofre com alagamentos, inclusive por água de fossas, e mantém banheiros trancados.
Outros pontos críticos incluem a chamada “sala vermelha”, com temperatura elevada e banheiros fechados, além de áreas de repouso de profissionais em condições precárias, sem itens básicos como banheiro, climatização e acomodações adequadas.
A fiscalização também apontou ausência de profissionais no laboratório no momento da visita, apesar da informação de funcionamento 24 horas, e falta de estoque de sangue na UTI, que conta com 10 leitos e equipamentos adequados. Já na ala médica e no setor obstétrico, foram registrados problemas recorrentes de alagamento durante o período chuvoso.
No setor de imunização, houve relatos de recusa de atendimento a crianças da zona rural. Já o refeitório, atualmente terceirizado, apresentou falhas no atendimento a profissionais, com registros de fechamento durante horários de refeição.
Diante das irregularidades, o Conselho Municipal de Saúde e o MPPI deliberaram pela notificação da direção do hospital. A diretora, Dra. Regina Amorim, terá prazo de 30 dias úteis para apresentar soluções, especialmente para os problemas no centro cirúrgico, no setor obstétrico e nas condições de repouso dos profissionais de saúde.

